Mitos e Verdades Sobre o Beisebol e Softbol nos Clubes Brasileiros
Mitos e Verdades Sobre o Beisebol e Softbol nos Clubes Brasileiros

Mitos e Verdades Sobre o Beisebol e Softbol nos Clubes Brasileiros

No Brasil, o beisebol e o softbol sempre tiveram uma característica peculiar: sua prática esteve quase que exclusivamente restrita aos clubes nipo-brasileiros. Mas por quê? Esse fenômeno não ocorreu por um motivo técnico ou estrutural, e sim por uma questão cultural. Diferentes comunidades imigrantes trouxeram seus esportes e os cultivaram em seus clubes sociais. Enquanto italianos, alemães e outras etnias focaram no futebol, as colônias japonesas abraçaram o beisebol e o softbol, esportes que já eram populares no Japão. Com isso, criou-se o mito de que esses esportes eram “coisa de japonês”, afastando outras comunidades da prática. Por outro lado, devido a perseguição na era Vargas, as colônias japonesas conseguiam se divertir e confraternizar somente em campeonatos nos finais de semana. As mães e esposas dos jogadores preparavam.comida (obento) e ficavam na torcida pelos seus times . De 1950 pra 2025 não mudou muita coisa.

o Taco não é Soft tem severas críticas com relação a essa “segregação” esportiva que se impõe. Somos todos Brasileiros e devemos praticar todos os esportes possíveis, não só o futebol. E para isso é importante o marketing e a propaganda.

O Mito da Divisão de Gênero

Outro equívoco comum é a ideia de que o beisebol é um esporte para os “machos” e o softbol para as “meninas”. Essa visão ultrapassada gerou uma divisão artificial e prejudicial dentro da comunidade esportiva. Enquanto nos Estados Unidos pouca distinção existe ( informação incerta ) e na Argentina o softbol é mais popular que o próprio beisebol, no Brasil ainda há resistência para tratar os dois esportes de forma equitativa. Essa separação não tem base técnica, e sim uma construção cultural que precisa ser revista.

A Realidade Dentro dos Clubes

A predominância dos clubes nipo-brasileiros se deu por desinteresse das demais associações esportivas. Como consequência, a maioria dos atletas acaba sendo descendente de japoneses, pois são as famílias que frequentam esses clubes. No entanto, mesmo dentro dessas organizações, existem divisões internas significativas. Os departamentos de beisebol e softbol costumam ser separados, e cada clube possui várias categorias, gerenciadas de forma independente.

Esse modelo gera desafios. Com poucos sócios e recursos escassos, há disputas internas entre categorias e até entre administradores, que competem pelo mesmo atleta. Como os jogadores passam, em média, apenas dois anos em cada categoria, há um esforço constante para captar novos talentos e mantê-los engajados.

Além disso, os clubes precisam se autofinanciar. Como raramente há verba suficiente para distribuir entre todos os departamentos, cada categoria precisa buscar seus próprios recursos por meio de rifas, eventos e patrocínios. Essa necessidade acaba criando uma competição interna dentro dos próprios clubes, tornando o ambiente, por vezes, desgastante.

A Cultura dos Clubes e o Modelo de Gestão

A influência cultural japonesa também impacta a gestão dos clubes. O envolvimento familiar é intenso: os pais ajudam na alimentação dos atletas, na limpeza dos espaços e na educação dos jogadores, fortalecendo um modelo comunitário baseado no voluntariado. Essas organizações funcionam quase como grandes famílias, onde a ajuda mútua é essencial para manter os times ativos. No entanto, a falta de profissionalização e transparência financeira pode dificultar a expansão do esporte. Já existem outros modelos administrativos mistos que estão sendo testados. Ainda incipientes, mas podem inovar e modernizar clubes que queiram adot-las no futuro.

Nos Estados Unidos e na Argentina, o softbol e o beisebol são muito mais amplos e diversificados, com estrutura mais profissionalizada e aberta a diferentes perfis de atletas. No Brasil, talvez o modelo ideal seja um meio-termo: manter o espírito comunitário e a dedicação voluntária, mas também abrir espaço para maior profissionalização, captação de patrocínios e expansão do esporte para além dos clubes nipo-brasileiros.

O Papel do Taco Não é Soft

O blog Taco Não é Soft existe para divulgar e desmistificar o beisebol e o softbol no Brasil. Nosso objetivo é que, no futuro, mais atletas e mais recursos possam chegar a esses esportes, evitando disputas internas desnecessárias e tornando as modalidades mais acessíveis a todos. Se tivermos mais jogadores, mais dinheiro, mais campeonatos e menos ego, poderemos crescer de forma sustentável e justa, sem precisar dividir os esportes por gênero ou manter práticas excludentes.

O beisebol e o softbol são para todos. Cabe a nós derrubar os mitos e abrir espaço para um futuro mais inclusivo e promissor para essas modalidades no Brasil

A obrigação do incentivo , constitucionalmente e moralmente é do governo , mas, cono tudo no Brasil, a gente só fica esperando o responsável fazer algo e criticando. Resolvemos adotar a tática DIY ( Do it yourself) , traduzindo para o português : para de reclamar, dar ideias e se irritar, tire os glúteos da cadeira e faça algo você mesmo. A ajuda vira da comunidade realmente comprometida com o esporte….e as represálias virão, certamente de interesseiros e invejosos. Críticas e sugestões são bem-vindas ❤️❤️⚾⚾🥎🥎🥎

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