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Bem-vindo ao Taco não é Soft, o espaço onde o Beisebol e o Softbol brasileiros deixam de ser "notas de rodapé" nas mídias oficiais e ganham a voz que merecem.
Por que o nosso beisebol como um segredo de estado?! O Brasil nem faz ideia de quantos times e quantas ligas temos
Por que o nosso beisebol como um segredo de estado?! O Brasil nem faz ideia de quantos times e quantas ligas temos

Por que o nosso beisebol como um segredo de estado?! O Brasil nem faz ideia de quantos times e quantas ligas temos

Até quando teremos que engolir o silêncio covarde e a burocracia sufocante das midias oficiais que insistem em tratar o nosso beisebol como um segredo de estado? Por que o suor, a lágrima e o investimento pesado de pais e abnegados são recebidos com o desprezo das cadeiras estofadas das federações que também não conseguem espaço na midia para divulgação? A resposta é clara e dolorosa: enquanto eles se preocupam em proteger seus pequenos feudos de poder, proibindo absurdamente canais independentes como o OCC Channel de divulgar, de graça, os campeonatos oficiais dos clubes federados, a verdadeira engrenagem do esporte acontece na lama, na poeira e no sagrado paitrocínio. É um escândalo sem precedentes impedir a propagação de um esporte que luta para respirar! Mas a resistência tem nome. Se o apagão de informações é a meta dos engravatados, o Taco não é Soft se levanta como o único veículo nacional dedicado a colocar seu público ciente do que está acontecendo no mundo ainda “desconhecido” do Beisebol e do Softbol Nacionais. E nós não andamos sozinhos nessa trincheira. Deixamos aqui nosso agradecimento público e de peito aberto ao canal Terrão TV, do André e da Izabel Borella, que junto com a guerreira Matsumidia TV, do Raphael Matsumoto, fazem de forma magistral o papel vital de divulgação do nosso beisebol e softball de base. Eles transmitem a vida do diamante, enquanto o sistema tenta apagar as luzes. Mas no último final de semana, a bola voou alto e a base operou mais um milagre de competitividade e paixão pura que você só confere na nossa resenha completa. Isto no Beisebol Junior em Marília, SP.

O Sábado de Poeira e Sangue: A Cruel Fase Classificatória

A jornada de sábado começou cedo e mostrou que, no diamante da base, não existe espaço para timidez. No Grupo A, a molecada do Gigante deu um verdadeiro cartão de visitas ao atropelar o Londrina por 14 x 4, mostrando um bastão afiado e agressivo. Logo em seguida, a tradicional camisa do Pinheiros não tomou conhecimento do Cooper Clube e aplicou um acachapante 13 x 0. O Cooper tentou reagir na rodada seguinte, mas acabou superado pelo ímpeto do Gigante por 13 x 7, enquanto o Pinheiros carimbava sua soberania na chave ao despachar o Londrina por um contundente 19 x 9.

Pelo Grupo B, o bicho pegou de uma forma que desafia a lógica dos burocratas. O Indaiatuba abriu o dia mostrando que seria um rolo compressor, triturando o Tozan por 15 x 5. Mas o confronto seguinte guardou o momento mais dramático do dia: Maringá e Indaiatuba travaram uma batalha campal, uma guerra de rebatidas e corridas desesperadas que terminou em um espetacular e justo empate por 11 x 11. Quem estava assistindo ficou de boca aberta! O Presidente Prudente correu por fora e fez o seu dever de casa com autoridade, batendo o Maringá num apertado 11 x 10 e depois superando o Tozan por 8 x 2.

No Grupo C, o que vimos foi a marcha imponente de uma máquina perfeitamente regulada. O Nippon Blue Jays entrou em campo com a faca nos dentes e aplicou um doloroso 15 x 0 no Nikkei Curitiba. O Marília seguiu o roteiro de destruição e também castigou o time curitibano por 18 x 0. O cenário estava pronto para o clássico da chave. Nippon Blue Jays e Marília jogaram no erro, na pressão e no respeito absoluto aos fundamentos básicos da escola japonesa de disciplina e humildade. Numa partida decidida no detalhe do detalhe, o Nippon Blue Jays venceu por 7 x 6, deixando claro para todos que aquele grupo definiria o destino do campeonato.

O Domingo dos Renegados: As Chaves de Bronze e Prata

No domingo, o cansaço acumulado nas pernas foi superado pelo orgulho de honrar a camisa e o investimento dos pais que estavam na torcida. Pelo Bronze, o Londrina garantiu uma vitória honrosa sobre o Tozan por 10 x 4, mas acabou ficando com o vice da chave ao cair diante do Nikkei Curitiba por um apertadíssimo 4 x 3, num jogo onde Curitiba celebrou a sua resiliência.

Na disputa da Prata, o Cooper Clube lavou a alma e eliminou o Gigante por 9 x 2. Do outro lado, o Maringá patrolou o Marília por um acachapante 13 x 0. A finalíssima da chave colocou Cooper e Maringá frente a frente. Foi um jogo nervoso, tenso, decidido na bola rasteira e na proteção da base. Com uma maturidade impressionante para a categoria, o Maringá faturou o caneco da Prata ao vencer por 4 x 3, coroando uma campanha de muita entrega.

A Realeza de Ouro: O Choque de Gigantes entre Nippon Blue Jays e Indaiatuba

As semifinais da Chave Ouro foram um espetáculo à parte. O Indaiatuba garantiu sua vaga na final ao vencer o Presidente Prudente por um suado 4 x 3, mostrando que sabia sofrer. Na outra perna, o Nippon Blue Jays continuou seu festival de rebatidas potentes e despachou o Pinheiros por 9 x 3. O Pinheiros ainda garantiu um honroso terceiro lugar geral ao vencer Prudente por 10 x 5.

Aí o diamante pegou fogo. A grande finalíssima: Nippon Blue Jays contra Indaiatuba.

De um lado, o Nippon Blue Jays, trazendo a essência pura dos valores de respeito, disciplina militar e foco absoluto em cada arremesso. Do outro, o Indaiatuba, o time da raça, do coração na ponta das travas, empurrado por uma torcida que vive o esporte intensamente. O Indaiatuba entrou em campo disposto a quebrar a banca, arriscando jogadas e pressionando o montículo do Blue Jays. Mas o beisebol tem uma justiça própria que pune o desespero e premia a frieza.

O Nippon Blue Jays não se abalou. Absorveu a pressão inicial, fechou a defesa como uma muralha impenetrável e começou a punir cada lançamento errado do adversário. Os bastões do Blue Jays pareciam guiados por um propósito maior. Corrida por corrida, base por base, eles foram construindo a vitória. O Indaiatuba lutou feito leão, buscou o jogo, mas a precisão cirúrgica do time da colônia prevaleceu. O placar final de 10 x 5 para o Nippon Blue Jays coroou a equipe que jogou o beisebol mais redondo, mais vistoso e mais disciplinado do torneio. O grito de campeão ecoou alto, ecoou na cara de quem tenta esconder a base, mostrando que o brilho desses meninos é grande demais para ficar trancado no escuro!

Reflexão do Diamante

No fim do dia, as medalhas estão no peito, os uniformes estão sujos de terra e os pais orgulhosos contabilizam os gastos de mais uma viagem feita na raça. A base jogou, deu show e justificou cada centavo do paitrocínio. Enquanto isso, nos gabinetes oficiais, os burocratas continuam assinando portarias para proibir transmissões e esconder nossos talentos. Que vergonha! Eles não entendem que o beisebol é gigante e não cabe nos seus contratos de exclusividade de gaveta. O Nippon Blue Jays é campeão, o Indaiatuba é gigante, e nós continuaremos aqui, bloqueados ou não, sendo a voz de quem não tem voz (porque é caro ou porque o reporter é muito critico).

Vejam as estatísticas do jogo em https://brazil.wbsc.org/en/events/2026-taa-brasil-de-beisebol-junior-2026/stats?section=leaders

O que você acha dessa batalha épica entre um tubarão e uma sardinha podre e da nossa postura firme ( porem prejudicial ) contra o sistema que tenta amordaçar o beisebol brasileiro? Deixe seu comentário e compartilhe!

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