cedido pela Secretaria de Esportes para que o Juninho consiga organizar e inscrever atletas no programa, o campo é compartilhado com o pessoal do Hugbi e do Futebol. Enquanto o projeto do centro cívico fica no papel aguardando aporte financeiro, Limeira faz o possível para atender a população com o que tem disponível.
o Centro de Treinamento do morro branco durante a tarde de terça feira, dia 01 de setembro que estava Nublado , tinha apenas um Atleta treinando, mas o Taco também estava lá.


O taco não é soft, e a história de quem faz o esporte acontecer na base do suor e da paixão não tem espaço para frescura. Aqui, no Taco não é Soft, a gente não vai deixar essa chama apagar. E hoje o papo é reto, direto do campo de terra batida para a alma de quem carrega o beisebol e o softbol no peito: vamos falar de Luis Evaristo, um garoto de 17 anos de Limeira que está escrevendo sua própria história no futebol, mas com uma cabeça e um respeito pelo esporte que fariam muita federação oficial tirar o chapéu.
Enquanto a inércia e a burocracia reinam nas instâncias oficiais — onde o beisebol e o softbol ainda mendigam por campos específicos e centros cívicos à altura da nossa grandeza —, o jovem Luis estava lá, treinando sozinho no campo de futebol do Jardim Morro Branco, administrado pelo zeloso Juninho.
Com passagens pelas categorias de base do Santos e um irmão que já é jogador profissional no Bahia, Luis viu uma contusão traiçoeira o afastar de um campeonato importante. Mas o que a burocracia ou o azar tentaram parar, a garra da base manteve aceso. Recuperado, o garoto voltou a treinar firme porque foi indicado para o Noroeste.
Quando perguntei qual era o “plano B” dele, sabendo perfeitamente o quão cruel e difícil é se estabelecer como atleta profissional no Brasil, a resposta veio sem hesitar:
— O plano A, B e C é o futebol mesmo.
Mas não se engane, o garoto tem cabeça. No segundo ano do colegial com apenas 17 anos, ele já pensa em fazer uma faculdade. Se depender da sua vontade, da sua disciplina e desse espírito de treinamento implacável — valores que nos lembram a essência da nossa base esportiva —, ele vai alcançar o objetivo de vida dele. Força e foco, Luis! A comunidade te deseja toda a sorte do mundo nessa carreira.
E o campo do Morro Branco, por sinal, é um reduto precioso. Além do futebol, ele também é a casa do pessoal do Rugby de Limeira, outro esporte que poucos limeirenses sabem que existe na cidade. No caso do beisebol e do softbol, as novidades vêm por aí: os jogos serão acomodados provisoriamente no campo de futebol adaptado, pelo menos até a concretização de um campo específico, que já está nos planos do Distrito 2 e do Executivo de Limeira. A cidade é grande e clama por um centro cívico do porte de Americana, nossa vizinha.
O mais bonito de tudo isso? O Luis, mesmo focado nos gramados do futebol, adorou a ideia de ver as crianças menores tendo a oportunidade de treinar um esporte tão diferente e rico quanto o beisebol. É o espírito comunitário falando mais alto.
Agradecemos imensamente à Secretaria de Esportes e Lazer de Limeira, na figura do Sr. Adrien Roberto Domingues, e em nome do Sr. Dimas Peruza, por nos atender com tamanha cordialidade e interesse genuíno no projeto do Distrito 2 para o interior paulista. Enquanto uns criam barreiras, a base constrói o futuro. Porque no fim das contas, não se trata só de resultado: se trata de respeito pela luta, pela iniciativa e pela paixão.
















