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Bem-vindo ao Taco não é Soft, o espaço onde o Beisebol e o Softbol brasileiros deixam de ser "notas de rodapé" nas mídias oficiais e ganham a voz que merecem.
INTERUSP EM AMERICANA: A PAIXÃO SILENCIOSA DO BEISEBOL E SOFTBOL UNIVERSITÁRIO
INTERUSP EM AMERICANA: A PAIXÃO SILENCIOSA DO BEISEBOL E SOFTBOL UNIVERSITÁRIO

INTERUSP EM AMERICANA: A PAIXÃO SILENCIOSA DO BEISEBOL E SOFTBOL UNIVERSITÁRIO

No Brasil, nós temos muitas dificuldades para entendermos a importância do esporte na formação do cidadão, mesmo porque sempre tivemos problemas sociais mais graves para tomar o nosso tempo. O único esporte que se alega ser a paixão nacional é praticamente um monopólio. E é óbvio que, se temos um monopólio, é muito difícil “emplacar outro produto”. Esta situação se alastra por todo lado. Nas escolas, na sociedade, na comunidade e até no governo.Nós olhamos para países como Estados Unidos, Austrália, Japão, Cuba e até Venezuela e percebemos que os esportes são praticados em todas as esferas sociais, em todas as modalidades e com o mesmo calor e incentivo. Mas você pode não saber, mas nossas faculdades e universidades públicas possuem jogos e campeonatos esportivos onde todos os esportes contam para a pontuação geral, como se fossem uma “mini olimpíada”.

A população nunca é informada, pois os eventos são internos e, como não têm investimentos e nem “interesse” da população, as Atléticas nem se preocupam com gastos em divulgação. Dentro destes eventos, o que “patrocina” os esportes são os shows e festas universitárias.Por que essa história não é contada? Por que tantos fazem questão de virar o rosto para o que acontece dentro dos nossos campi? A gente não vai deixar essa chama apagar.

O Cenário em Americana e Piracicaba

Neste final de semana, do dia 04 a 07 de Junho, a cidade de Americana, no interior de São Paulo, sediou um destes famosos torneios esportivos universitários: *O InterUSP. Com total apoio da secretaria de esportes do município e organização da Warmup, uma empresa criada pelos ex-alunos, as Atléticas de diversas faculdades da USP se reuniram pela 42ª vez. Elas disputaram em mais de 30 modalidades: desde Xadrez e Natação, atletismo e Rúgbi, passando pelos esportes mais apaixonantes como o *Beisebol e o Softbol.
Devido à crônica falta de infraestrutura e a ausência de um campo público em Americana, o Beisebol teve que ser disputado em Campo Privado, lá na cidade de Piracicaba, no campo do Nippo. Já o Softbol teve que ser jogado adaptado em um Campo de Futebol, no Campo do Benfica, na própria cidade de Americana.
E aqui, no *Taco Não é Soft, ficamos muito felizes em verificar *in locus uma parte da população de Americana vendo, talvez pela primeira vez na vida, um torneio de Softball Feminino. O time não era uma seleção oficial, mas a ESALQ, a Poli USP, a Medicina Ribeirão, a Medicina Pinheiros, a SanFran (São Francisco), a CAASO (USP Antônio Sales de Oliveira – São Carlos), a FEA e até a Farmácia trouxeram suas equipes para mostrar a força da nossa base universitária.

O Repórter Taco conversou com o Rodrigo e família, pessoas que administram de certa maneira o campo e a cantina do Benfica. Eles ficaram muito empolgados com o torneio, mesmo tendo causado um pequeno conflito de agenda com o Campeonato Local de Futebol. É o esporte respirando e sobrevivendo na marra!

Os Campeões da Raça e do “Paitrocínio”

Nas finais da rodada, o que se viu foi um espetáculo de dedicação:

  • No Softbol Feminino: A Medicina Pinheiros sagrou-se campeã em um jogo duríssimo contra a Politécnica.
  • No Beisebol Masculino: O título ficou com o time da Politécnica, que venceu a FEA no campo do Nippo Piracicaba.
    Com esta reportagem, queremos passar a mensagem clara de que o Beisebol e o Softbol existem no Brasil… há muito tempo. Você apenas desconhece por falta de exposição e divulgação na mídia tradicional, e talvez pela falta de apoio das administrações universitárias. Mas que é um ótimo esporte, é. Uma paixão mundial que o brasileiro, infelizmente, desconhece.
    Uma saudação especial aos alunos de segundo e terceiro anos que trabalham voluntariamente na coordenação técnica do evento, e às Atléticas das faculdades que acreditam nesta modalidade. Eles mostram no dia a dia os valores de respeito e disciplina que o esporte carrega, provando que um dia ainda iremos nos equiparar ao Basquete, Futsal, Handebol e Vôlei.
    Ajude-nos a divulgar que existe! Até quando vamos fingir que o nosso “passatempo” não merece o gramado principal

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